2 years ago
Wednesday, January 28, 2009
Wednesday, January 21, 2009
Tuesday, January 20, 2009
a minha mente | o meu sótão
coberto de pó e pelo qual entra um pequeno raio de sol difuso;
há por aqui uma escrivaninha antiga, uma cadeira de baloiço e um baú aberto;
dentro do baú está o nada - o fundo perde-se no avistar da escuridão que dele emana;
a madeira range a cada passo e a cada toque fica uma marca de mim no pó que arrasto com os dedos;
ao canto da velha divisão vejo-me sentado, perdido no olhar de uma escrita mecânica para um bloco amarelado;
há folhas rasgadas e amarrotadas no chão, há água entornada de um vaso partido;
o mundo pinta-se de tons pastel e transfigura-se em cinzentos e castanhos que se adensam no pequeno espaço como um véu de suavemente cai por cima de nós;
sento-me comigo para ler o que escrevo, mas não entendo a letra;
deixo-me cair, enconstado a mim, cansado do exercício de me rasgar em papel e tinta;
vejo-me fechar os olhos, a adormecer enquanto procuro à minha volta o significado de tudo;
num ápice desapareço, consumo-me;
o papel mostra-se vazio e nenhuma palavra fica;
apenas o silêncio da luz que, difusa, continua a trespassar por entre o pó que cobre o ar;
o barulho ensurdecedor deste silêncio incomoda-me;
olho à volta à procura da saída e só vejo as escadas que aqui me trouxeram;
atiro-me para elas com a urgência de me soltar deste lugar
e desço-as para lado nenhum.
há por aqui uma escrivaninha antiga, uma cadeira de baloiço e um baú aberto;
dentro do baú está o nada - o fundo perde-se no avistar da escuridão que dele emana;
a madeira range a cada passo e a cada toque fica uma marca de mim no pó que arrasto com os dedos;
ao canto da velha divisão vejo-me sentado, perdido no olhar de uma escrita mecânica para um bloco amarelado;
há folhas rasgadas e amarrotadas no chão, há água entornada de um vaso partido;
o mundo pinta-se de tons pastel e transfigura-se em cinzentos e castanhos que se adensam no pequeno espaço como um véu de suavemente cai por cima de nós;
sento-me comigo para ler o que escrevo, mas não entendo a letra;
deixo-me cair, enconstado a mim, cansado do exercício de me rasgar em papel e tinta;
vejo-me fechar os olhos, a adormecer enquanto procuro à minha volta o significado de tudo;
num ápice desapareço, consumo-me;
o papel mostra-se vazio e nenhuma palavra fica;
apenas o silêncio da luz que, difusa, continua a trespassar por entre o pó que cobre o ar;
o barulho ensurdecedor deste silêncio incomoda-me;
olho à volta à procura da saída e só vejo as escadas que aqui me trouxeram;
atiro-me para elas com a urgência de me soltar deste lugar
e desço-as para lado nenhum.
Thursday, January 15, 2009
Tudo volta numa fracção de segundos, com a subtileza de uma porta que rebenta fechada depois de empurrada por uma corrente de ar. Um toque na face desse vento tão suave que é capaz de deitar ao chão. Nem com os punhos cerrados com toda a força é possível fazer frente às imagens tão vivas dos momentos enebriantes. Arrebatador e violento, consome toda a razão. Prevalece a loucura e a calma de quem já deixou de lutar contra o que não quer. Criar ou destruir, alimentar ou privar, enfrentar ou fugir? Consumido, esgotado, cúmplice do pecado, prossigo desorientado.
Friday, January 9, 2009
Sunday, January 4, 2009
Saturday, January 3, 2009
Friday, January 2, 2009
entranhas actualizadas
A minha demência é agora totalmente compatível com o Internet Explorer. Decidi refazer parte do código porque quem ainda usa o IE também merece.
O visualizador de imagens também foi alterado: não só é mais agradável, como faz o redimensionamento automático consoante o tamanho do ecrã.
enjoy
O visualizador de imagens também foi alterado: não só é mais agradável, como faz o redimensionamento automático consoante o tamanho do ecrã.
enjoy
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